Crataegus (Crataegus monogyna)

 

Crataegus monogyna é uma planta com propriedades terapêuticas, pertencente à família Rosaceae, sendo também conhecida como Espinheiro-alvar ou Pilriteiro. Predomina em zonas temperadas, nomeadamente na Europa, América do Norte, América do Sul e parte oriental da Ásia.

 

Esta planta tem efeitos farmacológicos muito importantes, especialmente ao nível do sistema cardiovascular.

É considerada, desde há já muitos anos, um excelente cardiotónico. Nutre o coração e as estruturas adjacentes que suportam o seu correto funcionamento e de todo o sistema circulatório.

Segundo vários estudos científicos, Crataegus monogyna é particularmente indicada nos casos de insuficiência cardíaca classe I e II (de acordo com a classificação funcional NYHA - New York Heart Association). O seu uso foi aprovado pela Comissão E alemã. [1, 2, 3]

 

Possui, como principais constituintes, flavonóides (rutina, hiperósido, vitexina) e proantocianidinas. Contém também ácidos fenólicos simples e triterpenos (ácido crataególico, derivado do ácido oleanólico).

Os flavonóides e as proantocianidinas têm uma ação antioxidante, pelo que contribuem para a prevenção da degeneração das artérias e veias coronárias. Melhoram, ainda, a circulação sanguínea (provocam vasodilatação coronária e periférica) e são eficazes na presença de inflamação. [1]

 

Os sintomas característicos da insuficiência cardíaca são fadiga, dificuldade em respirar, intolerância ao esforço e exercício físico, entre outros igualmente incapacitantes. Crataegus monogyna revelou ser capaz de prevenir o aparecimento destes sintomas (nos casos de doença ligeira a moderada) ou até mesmo contribuir para a sua melhoria (nos casos mais severos). Tal facto reflete-se num importante aumento da qualidade de vida dos doentes com patologias cardíacas. [3]

 

Esta planta é essencial como adjuvante no tratamento da insuficiência cardíaca congestiva crónica. No entanto, a importância da sua utilização estende-se também a outras doenças que afetam o aparelho cardiovascular.

Destacam-se as arritmias, taquicardia (ritmo cardíaco acelerado) e bradicardia (ritmo cardíaco lento), uma vez que Crataegus monogyna tem a capacidade de regular os batimentos cardíacos. É eficaz na angina de peito, arteriosclerose (diminui os níveis sanguíneos de LDL-colesterol - "mau" colesterol) e hipertensão arterial, pois normaliza os valores de pressão arterial. Fortalece o músculo cardíaco. [1]

 

Esta planta não provoca efeitos tóxicos quando utilizada por tempo prolongado. Esta é uma das principais vantagens em relação aos medicamentos destinados ao tratamento de doenças cardíacas, como os digitálicos, por exemplo (podem causar toxicidade em doses baixas e em curtos períodos de tempo). [1, 2]

 

Deve ter-se especial cuidado quando Crataegus monogyna é tomada juntamente com outros medicamentos com ação ao nível do sistema cardiovascular, pois pode ocorrer potenciação dos seus efeitos. 

 

Crataegus monogyna possui, ainda, outras propriedades medicinais. É útil em insónias e irritabilidade (ação sedativa), patologias renais e edemas (ação diurética ligeira), dificuldade no processo de digestão (ação digestiva) e asma, diarreia e espasmos vasculares e uterinos (ação antiespasmódica).

 

Referências:

[1] Pittler M., Schmidt K., Ernest E. Hawthorn Extract for Treating Chronic Heart Failure: Meta-analysis of Randomized Trials. The American Journal of Medicine. 2003; 114: 665-674.

[2] Holubarsch C., Colucci W., Meinertz T., Gaus W., Tendera M. The efficacy and safety of Crataegus extract WS® 1442 in patients with heart failure: The SPICE trial. European Journal of Heart Failure. 2008; 10: 1255-1263.

[3] Pittler M., Guo R., Ernest E. Hawthorn extract for treating chronic heart failure. Cochrane Database Syst Rev. 2008.

 

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