Bitartarato de Colina

 

A colina é um precursor da acetilcolina, um neurotransmissor fundamental ao bom funcionamento do sistema nervoso. A acetilcolina participa na transmissão dos impulsos nervosos por todo o sistema nervoso central (SNC). [1]

É, portanto, imprescindível que os níveis adequados de colina sejam mantidos no organismo humano, de forma a prevenir a ocorrência de patologias no SNC.

 

A lecitina de soja, a gema do ovo, as carnes vermelhas, o fígado, as leguminosas (feijão e grão) e as nozes são algumas fontes ricas em colina. No entanto, é muito difícil obter a quantidade diária recomendada desta vitamina somente através da alimentação, daí a grande importância da sua suplementação.

 

Em 1998, foi considerada nutriente essencial pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América, tendo sido estabelecidas guidelines específicas para a ingestão aumentada de colina necessária durante a gravidez e o período de lactação. [1]

Estudos clínicos recentes, revelaram que a suplementação de colina no período perinatal contribui para o correto desenvolvimento cerebral do feto, com resultados benéficos para a função cognitiva em todas as etapas da vida do indivíduo. [2]

 

A colina exerce ação sobre a memória, pois provoca um aumento da mesma na idade adulta e previne o seu declínio, que normalmente ocorre com o avançar da idade. [2]

A colina desempenha, assim, uma ação neuroprotetora, quer durante o crescimento quer durante o envelhecimento.Aumenta a atenção, reduz a fadiga e melhora o tempo de reação, influenciando a performance intelectual na idade adulta e na idade mais avançada. [1, 2]

 

A colina confere proteção contra o stress e alguns distúrbios psicológicos, como a depressão. Exerce uma ação importante na prevenção da deterioração neurológica, associada a demência (doença de Alzheimer, doença de Parkinson) ou outras patologias (como a epilepsia). [2, 3]

 

A colina é, também, protetora do fígado, sendo fundamental nos casos de insuficiência hepática.

Intervém na formação das VLDL (Very Low Density Lipoprotein) neste órgão, que permitem o transporte das gorduras (colesterol e triglicéridos) para as células de todo o organismo, evitando a acumulação destas no fígado. Intervém no metabolismo das gorduras e facilita a sua digestão.

 

É, assim, eficaz na redução dos níveis excessivos de gorduras no sangue. Isto faz com que a colina seja muito útil para a saúde do aparelho cardiovascular, prevenindo a aterosclerose (deposição de placas de gordura no interior das paredes dos vasos sanguíneos, que causam a sua rigidez) e eventos como trombose ou acidente vascular cerebral (AVC).

Melhora a circulação sanguínea.

 

A utilização do inositol, em associação com a colina, potencia as suas propriedades terapêuticas e, consequentemente, aumenta a sua eficácia.

Estas duas substâncias são, também, úteis na regulação do sono e na desintoxicação do organismo (pela ação ao nível do sistema hepático).

 

Referências:

[1] Meck W., Williams C., Cermak J., Blusztajn J. Developmental periods of choline sensitivity provide an ontogenetic mechanism for regulating memory capacity and age-related dementia. Frontiers in Integrative Neuroscience. 2008; 1 (7): 1-11.

[2] Blusztajn J., Mellott T. Neuroprotective actions of perinatal choline nutrition. Clin Chem Lab Med. 2013; 51 (3): 591-599.

[3] Glenn M., Adams R., McClurg L. Supplemental dietary choline during development exerts antidepressant-like effects in adult female rats. Brain Res. 2012; 1443: 52-63.

 

 

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